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Sangréal - Linhagem do Santo Graal

Maria Madalena: Verdade ou Falácia?

Ir. Kleber Siqueira

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A hora e a vez de Madalena
O fenômeno Código Da Vinci provoca discussão sobre a discípula de Jesus

Antonio Gonçalves Filho

Jornal "O Estado de São Paulo"J - Quinta-feira, 23 de Dezembro de 2004

 

Amante, santa, prostituta ou discípula? Nos últimos 2.000 anos, Maria Madalena comeu o pão que o diabo amassou. Literalmente. Desde os tempos em que tinha sete demônios no corpo (devidamente expulsos), Madalena já foi venerada como santa, pintada como garota de programa, descrita como a discípula predileta de Jesus Cristo e, finalmente, promovida a companheira ou esposa do Messias, com quem teria uma filha, Sara. A última hipótese - que escandalizou o público com a versão do livro de Kazantzakis para o cinema, A Última Tentação de Cristo - é reforçada pelo romance policial O Código Da Vinci, do norte-americano Dan Brown, que vendeu 15 milhões de livros e deu origem a uma série de subprodutos.

Só este mês chegam às livrarias três livros sobre Maria Madalena, personagem também do filme Mary, o mais recente do diretor americano Abel Ferrara (que estréia em 2005), e do episódio da série As Escrituras, que o Discovery Channel exibe amanhã, às 21h. Tanto os três livros lançados como o filme e a série de TV dividem a mesma crença: Madalena não foi a prostituta regenerada cuja fama a Igreja teria espalhado para atrair pecadores em busca de arrependimento. Ou, ao contrário, para neutralizar a força de uma figura feminina tida como a discípula preferida de Jesus. A estratégia -- política - visou a manter intocável o poder dos homens na Igreja primitiva. Afinal, entre os discípulos de Jesus, Madalena teria sido a primeira a testemunhar a Ressurreição e a transmitir seus ensinamentos.

Em O Código Da Vinci, Madalena, ao casar com Jesus, assume - voluntariamente - um compromisso político. Subversivos na Galiléia, eles teriam sido perseguidos e fugido para a França, onde deram origem à dinastia merovíngia. Se a tese parece disparatada, espere até ler o romance Maria Madalena, da americana Margaret George, que jura ter pesquisado os evangelhos canônicos (aceitos pela Igreja). Depois da página 209, quando Madalena conhece Jesus (que expulsa os sete demônios), não é essa a impressão que fica. A autora delira. Vencem os evangelhos apócrifos (não reconhecidos).

A arqueóloga Fernanda de Camargo-Moro, tímida, não segue os passos da americana. Em Arqueologia de Madalena, a carioca reconhece que a construção da imagem da discípula como mulher promíscua fez parte de um processo de "desmoralização do sagrado feminino" no protocristianismo, crença dividida pelo teólogo francês Jean-Uves Leloup, autor de O Romance de Maria Madalena, que concedeu uma entrevista ao Estado

 
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